Um mineiro encontrou o
outro na rodoviária e perguntou:
- Onde é que ocê vai, cumpadre?
- Eu vou pra Manhuaçu - respondeu o outro.
- Boa viagem - disse o primeiro mineiro, e foi saindo. E foi saindo e dizendo
pra si mesmo:
- O cumpadre pensa que me engana. Ele tá dizendo que vai pra Manhuaçu pra eu
pensar que ela via pra Manhumirim. Mas ele vai é pra Manhuaçu mesmo.
Mineirinho entra numa
loja de ferragens e pede uma tomada.
E o vendedor pergunta:
- O senhor quer tomada macho ou tomada fêmea?
E o Mineiro:
- Ô, moço, acho que tanto faz. Nós qué uma tomada é pra acender a luz e
não pra fazer criação.
Mineirinho chegou aqui no Rio e
tinha que ir ao médico. Aí, quando disseram o preço da consulta, ele quase
caiu da cadeira.
- Como é que eu vou fazer?
E o outro, que já morava no Rio há mais tempo falou para ele que conhecia um
médico que cobrava a metade dos outros. E com uma vantagem: na segunda vez que
o cliente voltava lá, ele aí cobrava a metade da metade.
Mineirinho não teve dúvida. Foi a este médico. E foi chegando e foi dizendo:
Bom dia, doutor. Sou eu, de novo!
Era uma vez uma enfermeira muito
boa, mas muito boa mesmo. Aí o médico falou pra ela:
- Tá proibida de atender aquele Mineirinho do quarto dezessete.
- Por quê, doutor?
- Porque toda vez que você entra lá, arrebenta os pontos do rapaz.
- Ah, doutor, perdão - disse a enfermeira. Eu não sabia que ele tinha sido
operado de fimose.
Lá ia o capiau na mesa do
restaurante do trem, comendo sua comidinha bem devagar, quando sentaram-se à
mesa uma senhora com os seus dois filhos. Pediram a comida e enquanto aguardavam,
o capiauzinho calmo acabou de comer. Acabou, pegou um palito, esticou as pernas
e soltou aquele arroto enorme. A mulher ficou escandalizada e perguntou pro
capiau:
- O senhor tem o hábito de fazer isso na frente dos seus filhos?
E disse o capiau:
- Oia, dona... lá em casa a gente num tem regra fixa, não. Às vez, arrota
eles, às vez, arrota eu!
Esta é um clássico. E clássico
todo mundo tem obrigação de conhecer. E paciência para ouvir de novo. Vamos
lá:
Um ventríloquo foi passear na roça. E corta logo para ele passeando na
carroça de um matuto, numa tarde gostosa, cheia de silêncio. De repente, como
o silêncio era tanto que tava até dando paz demais, o ventríloquo resolveu
tirar um sarro com o capiau:
- Escuta, companheiro, você sabia que o seu cavalo fala?
O matuto não acreditou. Mas foi só o tempo de não acreditar e levar o maior
susto; o cavalo danou a conversar com ele, e o matuto ficou maravilhado.
Aí passou um boi, e o boi falou. E passou uma vaca, e a vaca falou. E logo em
seguida, o que é que vinha vindo lá? Uma cabrinha muito sestrosa, balançando
as ancas, que parou bem ao lado da carroça. Parou e ficou olhando.
E já ia "dizer" alguma coisa, quando o matuto se virou e disse:
- Não acredita nela não. Ela é mentirosa!!
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